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Cury Clínica Odontológica

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Consequências da respiração bucal e como a odontologia pode ajudar nas diversas idades

  • Ortodontia e Ortopedia facial
  • 31 de agosto de 2021
  • Dr. Marcio Gulin Cury

O oxigênio é o principal combustível do ser humano. Podemos aguentar um certo tempo sem alimento ou água, mas basta alguns segundos sem respiração para que o corpo perca as funções vitais. Porém, você sabia que se criar o hábito de respirar pela boca pode ocasionar problemas de saúde?

Entender as consequências da respiração bucal é fundamental para que você possa prestar mais atenção nesse importante mecanismo. Em alguns casos, pode ser que a sua dentição seja um fator que influencie nesse contexto.

Vamos aprender mais sobre a importância da respiração nasal e como a odontologia pode auxiliá-lo?

Consequências da respiração bucal

Normalmente, inspiramos o oxigênio pelo nariz e expiramos o gás carbônico pela boca. A cavidade nasal tem pelos que funcionam como uma espécie de filtro, que reduz as impurezas do ambiente. Quando respiramos pela boca, esse filtro não ocorre e a consequência direta é que um ar “menos puro” chega aos pulmões.

Sabe aquele cansaço que você sente no final do dia? Ou mesmo dores de cabeça, dores de ouvido e até mesmo cáries dentárias? Tudo isso pode estar ocorrendo pelo simples fato de que você não está respirando corretamente. Veja alguns dos problemas mais comuns.

Mau hálito

A respiração contínua pela boca causa o ressecamento das mucosas, o que resulta em um ambiente mais propício para a proliferação de bactérias. A chamada “saburra lingual”, uma camada esbranquiçada composta por restos de alimentos e células descamadas sobre a língua, pode se agravar se nenhum cuidado for observado.

E isso tudo ainda pode ser pior: além de pacientes com queixas de halitose passarem por exames desnecessários, muitos recebem tratamentos, como a remoção das amígdalas, extração dos dentes sisos e a prescrição indiscriminada de soluções antissépticas bucais como tentativa da redução das bactérias bucais.

Ronco e apneia

Quando a respiração pela boca ocorre no período da noite, a principal consequência é que você pode sentir falta de ar. Em muitas circunstâncias, o ronco também é causado por esse motivo. Portanto, peça às pessoas que dormem próximas a você para que observem, se possível, se você está desenvolvendo esse hábito.

Apinhamento dentário

O apinhamento dentário é uma condição na qual os dentes ficam “amontoados” por falta de espaço. Eles podem se acomodar dessa forma devido ao hábito de respiração bucal. Claro, isso não é algo que ocorre da noite para o dia, mas muitas vezes essa condição vem desde a infância, o que torna mais difícil a correção.

Como a odontologia pode ajudar a reduzir problemas como esse?

Antes de tudo, é importante que o paciente tenha consciência de como está respirando. Ainda que seja perfeitamente possível observar esse hábito por conta própria, em muitos casos é a visita ao profissional de odontologia que resulta em um diagnóstico relacionado.

Muitas vezes a respiração pode ser de origem odontológica, ou seja causado por problemas de origem odontológica como por exemplo arcadas estreitas, mal posição da mandíbula, perda e desgastes de dentes, etc. Nestes casos o profissional poderá ajudar no diagnóstico e na melhora do quadro respiratório do paciente.

Contudo, cabe lembrar que o melhor tratamento é a prevenção e assim desde os primeiros dias de vida com a amamentação adequada, passando pela alimentação saudável nos primeiros anos de vida, evitar chupetas e mamadeiras, etc. podem contribuir com o crescimento e desenvolvimento, contribuindo para uma alimentação adequada. A avaliação de um cirurgião dentista com conhecimento poderá ajudar na maioria dos casos, independente da idade.

Talvez você ainda não tenha se dado conta, mas a respiração pela boca pode causar deformidades no palato, atraso no desenvolvimento mandibular, problemas de deglutição e até mesmo condições atípicas na fala. Esses problemas iniciais podem desencadear outras condições, como problemas gástricos.

O cenário ideal é nunca deixar de ir às consultas periódicas com o seu dentista. A cada três ou seis meses dependendo do caso, uma simples visita a um profissional com uma adequada visão da Ortopedia dos Maxilares pode servir para identificar problemas como esse e minimizar as suas consequências antes que se agravem.

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